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Eu estava cercada de beleza natural num desejado período de recesso, e por várias vezes eu disse que gostaria de ver o “nascer do pôr do sol”. Equivocidade reveladora da minha relação atual com o tempo, a finitude, os começos e recomeços.

Acontece que, embora eu desejasse muito, não vi o nascer do sol nenhum dia. Talvez fosse cedo demais pra ver qualquer coisa nascer ali, não sei. A verdade é que eu só tinha tempo e olhos para o pôr do sol, e então, eu me despedi dos dias e da luz do sol sempre de uma vista inédita. Só assim, pude ver algo despontar no horizonte de cada pôr do sol e também aproveitei pra me despedir de 2020 com a esperança de ver nascer novos dias cheios de boas notícias pra nós!

E hoje encontrei na página 38 do livro : As cabanas que o amor faz em nós de Ana Suy, exemplar que recebi recentemente com uma mensagem me desejando saúde e amor/e saúde no amor. (Achei tão lindo e carinhoso desejar isso a alguém)

O “nascer do pôr do sol” e a “saúde e amor/e saúde no amor” se equivocam pra mim nos tempos: cronológico, lógico e verbal. Quando eles começam ou terminam? Ahh… como são parecidos!

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